Continuo aprendendo,
com inefável proveito humano,
as maiores lições da vida: fraternidade,
esperança, solidariedade e amor sem limites.
Devo esse aprendizado aos “paladinos do amor”
de minhas páginas, sem nenhuma exceção, que de meu aniversário ainda se lembram com tamanha generosidade. Hoje me tenho renovado por um batismo de lágrimas de emoção, num dos mais sublimes momentos de minha vida,
convicto de que
SÓ O AMOR VALE A PENA...
Colho de cada mensagem recebida numerosa energia de amor, amizade, carinho, ternura e fé: bênçãos que me solidificam mais o propósito de viver na certeza de que todos vocês me amam com a mesma medida de meu amor por todos vocês.
Aprendi que
nesta vida HÁ SENTIMENTOS ETERNOS que
são atributos do espírito igualmente eterno.
Meu coração continua agradecido à
atitude de suas almas em união
com nossas vidas colocadas
sob a perene proteção
de Deus!
Afonso Estebanez.
Seja bem-vindo. Hoje é
6 de jul. de 2013
MEU CORAÇÃO AGRADECE
POEMA DA PEDRA BRUTA
POEMA DA PEDRA BRUTA
Eu pedra bruta do tempo
que me passou esquecido
no inventário do momento
de viver de eu ter morrido
percorro o longo decurso
de todo o tempo perdido.
Eu profetas de gomorras
ruir de torres tombadas
sodomas de meus sentidos
de extintas almas salgadas
artesão de antigos sonhos
de mãos rudes algemadas.
Eu perdido se me encontro
sensível ao que não sente
descaminho de um futuro
de algum passado presente
vou pedra fingindo a carne
e sangue fingindo a gente.
Eu castelos de crepúsculos
naus sombrias sobre vagas
eu mortalha dos moluscos
de esperanças naufragadas
faz-se em mar a minha vida
das marés que são choradas.
Eu templo de deuses mortos
becos tortos sem calçadas
vendo o mundo das janelas
que o amor deixou fechadas
sou um elo entre essas vidas
que se atraem separadas.
Hoje sou pastor de rios
sentinela das colinas
mirante das fortalezas
nas ameias das neblinas...
É por mim que à noite
os ventos vêm chorar
sobre as ruínas.
Afonso Estebanez
Eu pedra bruta do tempo
que me passou esquecido
no inventário do momento
de viver de eu ter morrido
percorro o longo decurso
de todo o tempo perdido.
Eu profetas de gomorras
ruir de torres tombadas
sodomas de meus sentidos
de extintas almas salgadas
artesão de antigos sonhos
de mãos rudes algemadas.
Eu perdido se me encontro
sensível ao que não sente
descaminho de um futuro
de algum passado presente
vou pedra fingindo a carne
e sangue fingindo a gente.
Eu castelos de crepúsculos
naus sombrias sobre vagas
eu mortalha dos moluscos
de esperanças naufragadas
faz-se em mar a minha vida
das marés que são choradas.
Eu templo de deuses mortos
becos tortos sem calçadas
vendo o mundo das janelas
que o amor deixou fechadas
sou um elo entre essas vidas
que se atraem separadas.
Hoje sou pastor de rios
sentinela das colinas
mirante das fortalezas
nas ameias das neblinas...
É por mim que à noite
os ventos vêm chorar
sobre as ruínas.
Afonso Estebanez
4 de jul. de 2013
''SOBREVIVENTE DO APOCALIPSE''
O poeta é uma pergunta sem resposta
numa resposta sem pergunta.
Não pertence a si mesmo, senão ao enigma
da sobrevivência ao naufrágio da esperança,
balbucio de lucidez na treva sem limites
de que necessita morrer ao menos por amor.
E não consegue – o amor não lhe permite.
É uma contradição do último apocalipse.
Não precisa da velha identidade de sobrevivente.
É o único que já chegou perplexo ao pé da vida
com atraso de milhares de anos-luz, no instante
de felicidade não partilhada da lucidez do absurdo.
Como pássaro na iminência de um vôo inaugural
rumo à demência sublimada pela prodigalidade
dos fragmentos da misericórdia na interpretação
do drama oculto da alma no palco eterno
de uma flor no abismo...
Entre a realidade e o sonho, no limite
máximo da vida do operário em construção
do renascimento prometido. Só o poeta pode
decifrar o enigma da esfinge de si mesmo
como relator de evangelhos desconhecidos...
Julis Calderón
(Heterônimo de Afonso Estebanez)
numa resposta sem pergunta.
Não pertence a si mesmo, senão ao enigma
da sobrevivência ao naufrágio da esperança,
balbucio de lucidez na treva sem limites
de que necessita morrer ao menos por amor.
E não consegue – o amor não lhe permite.
É uma contradição do último apocalipse.
Não precisa da velha identidade de sobrevivente.
É o único que já chegou perplexo ao pé da vida
com atraso de milhares de anos-luz, no instante
de felicidade não partilhada da lucidez do absurdo.
Como pássaro na iminência de um vôo inaugural
rumo à demência sublimada pela prodigalidade
dos fragmentos da misericórdia na interpretação
do drama oculto da alma no palco eterno
de uma flor no abismo...
Entre a realidade e o sonho, no limite
máximo da vida do operário em construção
do renascimento prometido. Só o poeta pode
decifrar o enigma da esfinge de si mesmo
como relator de evangelhos desconhecidos...
Julis Calderón
(Heterônimo de Afonso Estebanez)
VERSOS LEVIANOS
Sou o teu rio de mágoas
De lua cheia me inundo
E morro nas águas rasas
De um oceano profundo.
Colho flores numerosas
Da pedra da minha vida
E sei das tolas mimosas
De alguma rosa suicida.
No escombro da poesia
Há ninhos e andorinhas
E o chão da erva esguia
Por onde nua caminhas.
No jardim de sepulturas
Há as juras que nem fiz
Dos afetos e as ternuras
Que me deixaram feliz.
Afonso Estebanez
ALMA PARTIDA
Eu tenho a alma partida
por duendes da loucura
por causa da despedida
entre o amor e a ternura...
Loucura de amor jurado
pela jura não cumprida
do lado compromissado
da ternura prometida...
De súbito foi o instante
em que tudo se perdeu...
Mas era tempo bastante
de viver o que morreu...
E tudo o que era presente
foi tempo tão esquecido
que a ternura impaciente
não viveu o amor perdido...
E assim a alma partida
por duendes da loucura
ser causa da despedida
entre o amor e a ternura...
A. Estebanez
por duendes da loucura
por causa da despedida
entre o amor e a ternura...
Loucura de amor jurado
pela jura não cumprida
do lado compromissado
da ternura prometida...
De súbito foi o instante
em que tudo se perdeu...
Mas era tempo bastante
de viver o que morreu...
E tudo o que era presente
foi tempo tão esquecido
que a ternura impaciente
não viveu o amor perdido...
E assim a alma partida
por duendes da loucura
ser causa da despedida
entre o amor e a ternura...
A. Estebanez
2 de jul. de 2013
''ONDE VIVEM AS CANTIGAS''
Preciso de que me fales
onde guardas o silêncio
o mistério guarda onde
os segredos do relento
e na brisa destes vales
preciso de que me fales
das horas de desalento
e que luz veio do olhar
onde vive o teu silêncio
no segredo da alvorada
da brisa solta no vento
é preciso que me digas
onde vivem as cantigas
já perdidas pelo tempo
será no choro dos rios
nas flautas anoitecidas
nas ameias das garoas
na saudade da partida
é preciso que aconteça
e o amor ainda mereça
retornar à minha vida.
A. Estebanez
''ALLEGRO MA NON TROPPO''
Fica a paz de um canto triste
dos riachos que vão embora,
vem a tarde e o canto insiste
nos meus ouvidos de aurora.
Resta uma chama encostada
numa sombra sem memória,
fica a noite e um quase nada
do que fora a minha história.
Não sou mais aquela infância
debruçada em teus terraços.
Vais!... E deixas a Esperança
desmaiada nos meus braços.
O homem nasce e vira glória
quando é pedra e vira a flor:
Deus então mais comemora
quando é barro e vira amor.
Afonso Estebanez
3 de ago. de 2012
' SONETO DA ESPERA'
(Tela de Josephine Wall)
O coração tem que esperar, mais nada!
Inda que a espera exaure a vida inteira
até que emprenhe o banho de alvorada
a luz das águas remansosas da ribeira...
O amor tem que esperar essa chegada!
Inda que chegue ao nunca do amanhã,
até que soem os clarins da madrugada
no ouvido íntimo dos sinos da manhã...
Sonhos são deuses surdos, nada mais!
E para deuses não existem horizontes
em que o amor desponte eternamente...
Sonhos de amor são brisas sazonais...
Às vezes partem por alguns instantes
e às vezes vão embora para sempre...
A. Estebanez
21 de mar. de 2012
DOM QUIXOTE
Tantas paixões meu cavaleiro errante
triste figura andante em mim venceu...
De eterno amor por sua doce amante
bem mais que eternamente padeceu...
Deu expressão ao asno e ao rocinante.
Aos guerreiros do amor deu o apogeu.
Aos moinhos de vento o vago instante
da reinvenção do sonho que morreu...
Revi meu Dom Quixote de La Mancha...
O escudeiro... O cavalo e a augusta lança
contra os dragões do inferno sob o céu...
Quando uma simples chuva de verão
derreteu – qual num passe de ilusão –
a minha Dulcinéia de papel...
Afonso Estebanez
24 de fev. de 2012
JORNADA

JORNADA
Eu marco meus desencontros
de mim mesmo em alvoradas
para que dos meus encontros
as manhãs não fiquem tardas.
Os sonhos que tenho prontos
são de outras vidas passadas,
mas retraço seus reencontros
quando estão desencontradas.
Não pergunto nem respondo
de chegar eu não sei quando
aonde o amor é minha fome.
Pouco importa o entardecer
se na aurora eu vou morrer
da paixão que me consome...
Afonso Estebanez
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