
Sonhos me emprenham...
Meu ventre gesta versos.
Cantares da alma
acalantam o ritmo das rimas,
nota por nota
entrelaçadas em etéreo minueto
trilhado por passos inebriados de amor.
Sonhos me emprenham,
o poema se forma.
Do inferno da invídia,
sombras inquietas
agitam seus desertos...
A tempestade de areia
pensa ofuscar o sol.
Porém,
por maior que me seja a dor,
no meu útero
a semente germina,
o verbo vem à luz.
Em mim, há vida.
- Patrícia Neme -
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