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21 de nov. de 2013

59º Feira do Livro de Porto Alegre - 2013 - O poeta e amigos.















Jantar comemorativo, noite de autógrafos e premiações de 'Poemas à Flor da Pele' -  Direção de Soninha Porto -

31 de out. de 2013

MEU CORAÇÃO AGRADECE...


Aprendi, com inefável proveito espiritual, as maiores lições da vida: da fraternidade, da esperança, da solidariedade humana e do amor sem limites. Devo esse contentamento aos “deuses” de minha página, sem nenhuma exceção, que de meu aniversário se lembraram. Vivi, por vezes banhado em lágrimas, um dos mais sublimes momentos de minha vida. Aprendi que SÓ O AMOR VALE A PENA. Em cada mensagem me veio numerosa energia de amor fraterno, amizade, carinho, doçura e generosidade. Bênçãos que me solidificam mais a vontade de viver na certeza de que todos vocês me amam com a mesma medida de meu amor por todos vocês. Aprendi que nesta vida HÁ SENTIMENTOS ETERNOS que são atributos da alma igualmente eterna. Meu coração agradece por esse amor que justifica nossas vidas, colocadas sob a eterna vigilância de Deus, nosso Pai!


[Agradecimentos do poeta aos votos recebidos, pelo amigos do Facebook,  por ocasião da passagem seu aniversário, 30 de outubro de 2013.]

22 de out. de 2013

UMA FLOR AINDA ME RESTA


Meu coração ainda não pulsou refeito
daquele amor ferido que me despojou
do sonho reluzido que restou desfeito
no jazigo do peito onde me confinou.

Do cântico do mar insone se fez leito
a noite de penar onde me deito e vou
no destino dos barcos a tirar proveito
a despeito dos dias que a maré levou.

Só eu posso tirar o véu da eternidade
a alma exaurir com infinita liberdade
e só viver o bem que por amor eu fiz.

Fez-me a vida partícula do universo,
ou pólen da palavra na raiz do verso
o oráculo que faz a flor nascer feliz.

Afonso Estebanez Stael 

– 21.10.2013

18 de out. de 2013




''CHUVA NO MOLHADO''


Gosto da chuva no telhado...
As goteiras me fazem pensar
nos pontos finais que deixei
de colocar na minha história.

Gosto da chuva no molhado...
Os canteiros me dão lembrar
dos jardineiros que ficaram
com sementes na memória.

Gosto de causas sem efeito...
De maus sonhos sem motivo
de morrer sem ser preciso
por ter fama sem proveito.

Gosto das coisas como são...
Da vida como um desterro
da sombra indo ao enterro
da sombra morta no chão...

Afonso Estebanez Stael

[Tela by Vladimir Stroozer]

29 de set. de 2013

PELAS MULHERES ANÔNIMAS


Rogo hoje a Deus pelas mulheres esquecidas
que sempre foram ‘caso’ e nunca foram tema:
mulheres sem o amor das musas pertencidas
sem o nome lembrado ao menos num poema.

E penso nas mulheres nunca compreendidas
as que sofrem sozinhas porque sentem pena
das mulheres que choram porque suas vidas
são extremos entre o prazer e a dor suprema.

E Deus se apraza das mulheres sem história
que desistem do sonho sem deixar memória
ou vivem de ilusões dos sonhos já passados.

Rogo de Deus o amor de dias complacentes
eis porque todas as mulheres são nascentes
dos milagres de amor que foram realizados!

Afonso Estebanez

3 de set. de 2013

‘Rosas de Sarom’ por quê?

‘Sarom’, que em hebraico (shãrôn) significa ‘planície’, referindo-se, antigamente, à maior parte da região costeira semidesértica situada ao norte da Palestina, antes densamente coberta de carvalhos é, hoje, principalmente ao sul, um dos mais ricos distritos agrícolas de Israel, coberto de plantações de bosques e pomares verdejantes destinados ao cultivo de flores e frutas cítricas, em que predominam os densos laranjais. No passado, ao norte, Sarom era uma região pantanosa com esparsos vales por onde escoavam pequenos riachos entre vegetações rasteiras e dunas de areias avermelhadas do deserto, formando um grande cinturão de terras inapropriadas à povoação. A leste da planície, nos sopés das colinas samaritanas, situava-se Socó, centro distrital sob o domínio de Salomão e antiga sede dos reis vassalos derrotados por Josué. Ao sul, entre Lode e Ono, situava-se o ‘Vale dos Artífices’, para onde acorriam os hebreus exilados que regressavam do cativeiro na Babilônia. Segundo a tradição, cobria o vale o ‘esplendor’ da densa vegetação que servia de pastagens aos rebanhos do rei Davi. Entendo pois – sem divagações místicas – que a ‘Rosa de Sarom’ referida por Salomão em seus ‘Cantares’ (2:1-3) era uma figura de linguagem que o sábio poeta do antigo testamento usava para comparar a formosura de sua mulher amada com o esplendor jacente da região sul de Sarom, até porque, a despeito da beleza dos ‘pastos verdejantes’ (alfombras) a que Davi se referia no Saltério (Sl 23), as únicas flores de coloração avermelhada (a cor da sensualidade) que abundavam sobre aqueles verdes prados de vegetação rasteira eram as anêmonas, os botões-de-ouro, as tulipas e as papoulas. As ‘rosas-de-sarom’ não são, do ponto de vista da botânica, as ‘Rosas de Sarom’ da lira de Salomão. Com meu canto, pois, eu celebro as ‘Rosas de Sarom’ – o mistério do amor encarnado em todas as flores que, como as rosas, constituem o símbolo nuclear do instinto humano mais sublime, por acaso sobrevivente em nossos corações transformados em desertos inapropriados ao cultivo do supremo dom do amor. Assim são minhas ‘Rosas de Sarom’, premonições poéticas da possibilidade de amor e justiça afetiva entre os espinheiros, as urzes e as sarças atrofiadas de nosso coração deserto...

 Afonso Estebanez Stael

13 de ago. de 2013

''QUEM SOU EU...''


Ninguém se sabe em saber,
mas tu me sabes quem sou:
sou tua luz da chama acesa
depois que o fogo apagou...

Por encantos de um feitiço
ou por vícios da esperança,
sou uma presa do capricho
de trazer-te na lembrança...

Sou partes não separadas
de nós dois numa unidade
como as rosas num jardim...

Sou o anjo que me seguiu
em busca de todo o amor
que estava dentro de mim.

Julis Calderon d'Estéfan
(Heterônimo de Afonso Estebanez)

{Escultura balinesa}

7 de ago. de 2013

''MINICRÔNICA DO AMOR SOBREVIVENTE''

Disse-me a flor renascida entre os intervalos dos paralelepípedos: “Porque o amor é misericordioso é que ainda sou uma sobrevivente dos tempos de felicidade. Um tempo em que o segredo do coração era que nossos corações nos pertenciam, mas ainda não sabíamos. Um tempo em que o silêncio de meu pranto me ensinava a escutar os sinos tocarem na catedral do coração amado. Um tempo em que o amor era o salário que Deus me pagava em dobro pelo penoso ofício de sonhar. Um tempo em que o coração falava de sentimentos que somente a alma podia perceber... Como a ternura que se deita no espírito da paz tal como a ave que se aninha nos ramos da brisa. Meu coração andava onde andava o coração amado, de tal sorte que, pulsando juntos, nossos corações entoavam uma canção de amor inesquecível. Então eu sou uma sobrevivente dos tempos de felicidade...”.

Afonso Estebanez

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