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10 de abr de 2010

NA BEIRADA DO JARDIM


O aroma é a parte da alma
da brisa que a chuva deixa
como lembranças da calma
da saudade que se queixa.

Saudades das flores findas
entre as pedras do jardim,
por causa das rosas lindas
que moram dentro de mim.

O orvalho em gotas de luz
é o vinho que excita a flor
como a paixão sem a cruz
em meu calvário sem dor.

Falo que rosas não falam,
mas as minhas falam sim:
o aroma que elas exalam
é o verbo dentro de mim.

Afonso Estebanez

Um comentário:

  1. É...Afonso, um bom poema, principalmente quando você conclui empregando o verbo. O verbo representa muita coisa. O (V)verbo em dois aspectos é infinito. 1º Jesus que é o verbo etermo e verbo que é verbo: amar por exemplo.
    Estou te seguindo.
    Parabéns pelo Blog.

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