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20 de mar de 2009

SONETO DO AMOR INCONSÚTIL


Às vezes a minh’alma é a mesma tua
sem que um mesmo precise ser igual.
Como os lados contrários de uma rua.
Ou margens inconsúteis de um lençol.

Quantas vezes derramo de alma nua
em tua alma encoberta de água e sal
sementes de uma aurora à luz da lua
sem que o saiba a tua aurora boreal...

As rosas em silêncio em meu jardim...
Nenhuma flor o sabe de outra assim
como as aves do cântico dos ninhos...

E meu amor – malgrado esse ciúme
é como um frasco aberto de perfume
de rosa que nem sabe dos espinhos...

A. Estebanez
(Dedicado a Sylvia Narriman Barroso)

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