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20 de mar de 2009

SINFOLIA DE BEIRA-CAMPO


A casa do beira-campo
beira o rio dos Andradas
beija-flor beira o caminho
no beiral das alvoradas....

Eu venho como quem mora
num vão longínquo do tempo
de claras nuvens levadas
pelas pastagens do vento...

Eu quero ficar aqui
entre regatos perdidos
vagando em luzes e sombras
como sonhos esquecidos...

Aveluz de verdes liquens
no arrepio da folhagem
destes caminhos incertos
de minha incerta viagem...

O vento me traz de longe
a aragem de que preciso
para acompanhar as águas
em seu cantar indeciso...

Viajar noturnas rotas
entre estrelas repousadas
sobre as copas cintilantes
dos clarões das madrugadas...

Pastor de rios sem fim
entre orquídeas e açucenas
percorrendo claros vales
distante de minhas penas...

Entre noite e alvorecer
eu quero viver assim
como ave de bons presságios
que Deus faz cantar em mim

E o rio do beira-campo
beira a casa e as cercanias
beija-flor beira a alvorada
nos beirais das serranias...

A. Estebanez

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