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19 de mar de 2009

LEMBRANÇAS DO LUGAR


Querida, vê no pranto que extravasa
o coração quando a lembrança aflora...
Os gerânios... As rosas... Como atrasa
o tempo entre o crepúsculo e a aurora!

Há sonhos que ainda vagam pela casa
em meu rústico albergue da memória...
E ainda um lírio que a min’alma vaza
de saudade do amor que ainda chora...

Nos beirais da varanda as andorinhas
bailam, querida, e as ninfas seminuas
das ribeiras em flor bailam sozinhas...

Beirando a vida nos beirais das ruas,
tu vives de sentir saudades minhas
e eu morro de sentir saudades tuas...

A. Estebanez

Um comentário:

  1. Mestre...
    que versos maravilhosos:

    tu vives de sentir
    saudades minhas
    e eu morro de sentir
    saudades tuas...

    A. Estebanez

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