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13 de mar de 2009

AMOR PERJURO


Romper a jura da paixão que ainda vibra
calar o amor que pelo amor ainda suplica
é lacerar com um punhal, fibra por fibra,
o aflito coração que n’alma ainda se agita...

Infringir à inocência as dores da desdita
com as torpes injúrias da aleivosa intriga
é como amordaçar o amor que ainda grita
pela justiça de um perdão que me castiga...

Compassiva missão das almas pertencidas
a minha de encontrar entre aves foragidas
a que levou minha canção do entardecer...

Jamais, porém, vou destinar meu coração
às demandas do amor extinto sem perdão
malgrado o êxtase de amar sem padecer...

A. Estebanez

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