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17 de jul de 2008

DO PARNASO PARA MEU PAI
















Ah, saudade daquele tempo se envelheço
como a cadeira de balanço ali esquecida
por meu pai com o qual ainda me pareço
nesse cismar de amor e sonho pela vida...

Quando menino ouvia com ditoso apreço
histórias que vovó contava envaidecida...
Hoje sei que mudei! Sentindo reconheço
que saudade parece ausência sem partida...

Cadeira de balanço! Ô, exílio de saudade!
Tu guardas no madeiro minha tenra idade
que os da família o rústico perfil se esvai...

Eu lembro o meu avô e a prole reunida
e pressinto embalar-me na cadeira antiga
o vulto complacente de meu velho pai...

A. Estebanez

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