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17 de jul de 2008

Arraial do Cabo


O tempo que é minha hora não é hora de ninguém.
Passo e fico como traços de meus passos a caminho
de Belém...

O vento cavalga nuvens desancoradas do mar
e o mirante contando barcos junto ao cabo do arraial
à beira-mar... O vento vergando o dorso das casuarinas
entre casas e colinas navegando no luar...

E na brisa o que se vai na brisa vem no cantar
do mar-e-vento que é seu fado regressar.
De Belém ressoam sinos na concha da madrugada...
O arraial me diz do amor sem que precise dizer nada,
que trago n’alma profunda a calma desesperada...

Deixem-me aqui sepultado num coral de águas profundas
sob a areia movediça entre as algas derramadas...
E meus sonhos entre as dunas onde jaza bem mais funda
a minh’alma apaixonada...

De tanto amor já viveram que de estrelas se fizeram tantas
horas de esperanças...Ai, quem me dera pudesse morrer
de mar aberto de amor nesse arraial de lembranças...

A. Estebanez
(Poema dedicado ao poeta Luiz Fernando Prôa)

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