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22 de fev de 2010

O POETA E A LOUCURA QUÂNTICA



Há muito sofrimento neste mundo.
O poeta escala o fundo da alvorada
e dela vai a um despertar profundo
de outra vida que é sua dor calada.

O poeta vai aos campos de batalha
armado com o instinto de uma flor,
e na frente de luta o poeta espalha
seus cânticos de guerra com amor.

O poeta vai aos campos de centeio
e tira o joio enquanto colhe o trigo
que doa como pão partido ao meio
para a missa de paz com o inimigo.

Todo poeta é um louco concebível,
é um mago e sua quântica loucura
em que o eterno pode ser possível
na dimensão possível da ternura...

Afonso Estebanez

Campo de Meditação



As estradas que sempre iam,
continuam indo, a despeito de mim
que por hora estou voltando...

Mas quando não houver
mais estradas para quem vai,
suave será a carona dos riachos
que são estradas feitas de lágrimas
de saudade dos amores viajados.

Continuarão, como os dias e as noites,
na direção do reino do nunca mais...
E como as rosas num leito de orvalho,
é possível que eu me reencontre comigo
em qualquer curva do crepúsculo
para o vasto espanto das manhãs
que terei deixado para trás...

E não posso evitar que seja assim:
as estradas levando a memória
do quanto eu ando de rosas
nas veredas do meu jardim...

Afonso Estebanez

8 de fev de 2010

Alma de poeta



Exuma desse amor que a poesia
é dom da liberdade de um poeta
como a aurora na estrela luzidia
é dom do novo dia que desperta...

As almas dos poetas são magia
onde o ser infinito se completa
em espasmos de paz ou agonia
feliz de reviver só do que resta...

Poeta não é presa dos sentidos
é o exílio dos pássaros banidos
de alma livre e cativa se quiser...

Só há um ser de amor e alma repleta
capaz de cativar a alma de um poeta:
é o ardoroso coração de uma mulher...

Afonso Estebanez

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